A campanha dobrou de gasto desde a leitura de ontem e continua com a mesma e única venda de 22/10. O checkout ficou 86% mais caro, o dia de hoje ainda não registrou nenhum, e o teste de praça que era o objetivo da campanha deixou de existir na terça à noite. Esta edição explica cada uma dessas três coisas e o que fazer com elas hoje.
Dos 18 inícios de checkout que a campanha produziu em 3 dias, 16 saíram no dia 22. O dia 23 fez 2 e o dia 24 não fez nenhum até agora. O gasto seguiu o caminho contrário: o dia 23 foi o mais caro dos três. Esta é a leitura mais importante da edição, porque não é uma questão de amostra pequena entre criativos, é a campanha inteira perdendo tração.
É o que custou cada um dos 2 checkouts comprados com os R$ 40,11 gastos depois da leitura de ontem. No dia 22 o mesmo evento custava R$ 1,79. Nenhuma venda nova entrou nesses dois dias.
| Dia | Gasto | Impressões | CTR | Cliques no link | Visitas | Checkouts | Custo/CKT | Vendas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 22/10 (das 8h) | R$ 28,68 | 3.606 | 2,27% | 41 | 29 | 16 | R$ 1,79 | 1 |
| 23/10 (dia cheio) | R$ 38,02 | 6.158 | 1,27% | 23 | 17 | 2 | R$ 19,01 | 0 |
| 24/10 (até 11h) | R$ 10,24 | 1.642 | 1,10% | 8 | 3 | 0 | n/d | 0 |
| Campanha | R$ 76,94 | 11.406 | 1,56% | 72 | 49 | 18 | R$ 4,27 | 1 |
O dia 22 começou às 8h da manhã, então é um dia parcial de 16 horas, e ainda assim foi o melhor dos três em tudo. O dia 23 é o único dia completo da série e é o pior em custo de checkout.
A linha do gasto sobe no dia 23 e a das conversões desce. Quando essas duas linhas se cruzam para baixo, o problema não é de criativo, é de entrega.
De 2,27% para 1,10% em 48 horas. O Meta está mostrando o mesmo anúncio para gente cada vez menos interessada, que é o sintoma clássico de público pequeno demais para a verba ou de aprendizagem reiniciada.
Dois anúncios foram pausados nos últimos dois dias (detalhe na aba 02). Conferi no painel do conjunto se isso disparou um novo reinício: a marca de última edição significativa do Conjunto 01 continua em 22/10 às 18h05, a mesma do aumento de orçamento. Pausar um anúncio dentro do conjunto não custou aprendizagem nova.
A campanha nasceu com os mesmos 2 vídeos nas duas praças, de propósito: com vídeo, legenda, idade e janela idênticos, a única variável era a geografia. Nos últimos dois dias um anúncio foi pausado em cada conjunto, e sobrou um criativo diferente em cada praça. Comparar os dois conjuntos agora não mede praça nem criativo, mede os dois misturados.
Hoje o Conjunto 01 (Pernambuco) roda só o V01 e o Conjunto 02 (Sul e Sudeste) roda só o V02. São criativos diferentes em praças diferentes, com orçamentos diferentes (R$ 30 e R$ 15). Qualquer diferença de resultado entre os dois conjuntos daqui para frente pode ser da praça, do criativo ou da verba, e não há como separar.
Além disso, a praça que melhor converte perdeu o criativo que convertia mais barato nela. O V02 em Pernambuco entregava checkout a R$ 2,50; o V01, que ficou sozinho lá, entrega a R$ 4,26. É provável que parte da piora dos dias 23 e 24 em Pernambuco seja isso.
Não estou dizendo que pausar foi errado como ideia. A edição de ontem pediu uma pausa, mas no V01 do Sul. A do V02 em Pernambuco tirou do ar o melhor número da conta.
O ranking é por custo por início de checkout, a métrica mais próxima da venda que a conta mede com algum volume. A retenção é a porcentagem de quem chegou a 25% do vídeo e ficou até o fim, e tem amostra muito maior que a de checkout, por isso vale mais que ela como sinal.




Esse padrão já apareceu duas vezes nesta conta: o criativo mais eficiente recebe a menor fatia do dinheiro. No balanço de 20/10 o V02 custava R$ 1,28 por checkout com 14% da verba. Com um só criativo por conjunto, como está agora, o problema deixa de existir, mas junto com ele deixa de existir o teste.
Checkout tem amostra de 18 eventos em 3 dias, e esta conta já inverteu conclusão três vezes por amostra pequena. A retenção de vídeo não tem esse problema: são 1.417 pessoas que passaram de 25% do vídeo. É com ela que dá para afirmar algo sobre a praça.
É quanto do público que começou a ver o V01 ficou até o fim, em Pernambuco e no Sul e Sudeste. O mesmo arquivo de vídeo é assistido inteiro 2,5 vezes mais dentro de Pernambuco. Amostra de 632 e 320 visualizações a 25%, ou seja, não é ruído.
Se a praça fosse o problema, os dois vídeos cairiam igual fora do Nordeste. Não é o que acontece:
A conclusão que a leitura de ontem levantou como hipótese agora tem duas evidências independentes: a praça do Sul não está condenada. O que não funciona lá é um vídeo que fala do concurso de outro estado. Cortar os 3 segundos em que o V01 nomeia a PMPE libera o criativo que trouxe a única venda da conta para o resto do país, e não precisa gravar nada novo.
As duas barras da esquerda são Pernambuco e praticamente empatam. As da direita são o Sul: o V01 despenca e o V02 segura melhor.
Pernambuco leva 56% de tudo e tem o melhor CTR. Paraíba e Rio Grande do Norte aparecem no gráfico, mas na prática não existem.
| Estado | Conjunto | Gasto | Fatia da campanha | Impressões | CTR | Cliques no link |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Pernambuco | 01 | R$ 43,19 | 56,1% | 7.182 | 2,02% | 49 |
| São Paulo | 02 | R$ 12,40 | 16,1% | 1.172 | 1,11% | 10 |
| Minas Gerais | 02 | R$ 7,51 | 9,8% | 913 | 0,66% | 4 |
| Rio Grande do Sul | 02 | R$ 4,32 | 5,6% | 607 | 0,99% | 4 |
| Santa Catarina | 02 | R$ 3,84 | 5,0% | 486 | 1,03% | 3 |
| Rio Grande do Norte | 01 | R$ 2,96 | 3,8% | 451 | 0,44% | 1 |
| Paraíba | 01 | R$ 2,93 | 3,8% | 595 | 0,17% | 1 |
O breakdown por estado não traz conversões, só entrega e clique. É limitação da API do Meta, não falta de dado nosso: para decidir geografia aqui olhamos CTR e clique, e o checkout é lido no nível do conjunto.
No Conjunto 01, Pernambuco ficou com 88% da verba. Paraíba gastou R$ 2,93 e produziu 1 clique em 595 impressões (CTR de 0,17%, o pior da campanha). Rio Grande do Norte gastou R$ 2,96 e produziu 1 clique no link. Juntos são 12% do conjunto e 2 cliques em 3 dias.
A razão é estrutural, não é azar: dentro de um conjunto único o Meta concentra onde o evento aparece, e o evento aparece em Pernambuco. Paraíba e Rio Grande do Norte nunca vão ser testadas desse jeito, nem em 3 dias nem em 30. Ou elas ganham conjunto próprio com verba própria, ou saem da campanha e param de diluir o aprendizado.
Vale lembrar o que foi dito quando a campanha subiu: Paraíba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não tinham nenhum concurso com TAF no radar de editais que vinha guiando a operação. Entraram como teste de praça nova. O teste não aconteceu e o dinheiro foi gasto.
Quando São Paulo entrou no Conjunto 02, em 22/10, o risco registrado foi que ela engolisse o conjunto por ter o maior inventário do país. Em 3 dias ficou com 44% da verba do conjunto e tem o melhor CTR dele (1,11%), acima de Minas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O gatilho combinado era 70% para separar em conjunto próprio. Não separar ainda. Mas Minas Gerais merece atenção pelo motivo oposto: levou R$ 7,51, a segunda maior verba do conjunto, com CTR de 0,66%, o pior dos quatro estados do Sul e Sudeste.
| Conjunto | Tamanho do público | Verba por dia | Alcance em 3 dias | % do público alcançado |
|---|---|---|---|---|
| 01 · PE, PB, RN | 7,3 a 8,6 milhões | R$ 30,00 | 5.270 | 0,065% |
| 02 · MG, SC, RS, SP | 34,4 a 40,5 milhões | R$ 15,00 | 2.138 | 0,006% |
O conjunto com público 4,7 vezes maior tem metade do orçamento. Ele alcançou 6 pessoas a cada 100 mil do seu próprio público em 3 dias. Isso não é um teste de praça, é uma amostragem aleatória de um universo grande demais, e nenhuma conclusão sobre o Sul pode ser tirada daí com confiança, nem a favor nem contra.
A campanha do teste de praça acumula R$ 76,94 investidos desde 22/10 às 8h. O que segue é o funil completo, o comparativo com a leitura de ontem e os cortes de posicionamento e dispositivo.
| Etapa | Quantidade | Conversão da etapa anterior | Custo unitário |
|---|---|---|---|
| Cliques no link | 72 | n/d | R$ 1,07 |
| Visitas na landing | 49 | 68,1% | R$ 1,57 |
| Inícios de checkout | 18 | 36,7% | R$ 4,27 |
| Vendas | 1 | 5,6% | R$ 76,94 |
| Receita atribuída | R$ 70,23 | ROAS 0,91x | n/d |
De 72 cliques no link, 49 viraram visita medida. São 31,9% de perda, e o número já apareceu em 20,5% no balanço de 20/10, 31,1% na leitura de ontem e 31,9% hoje. Dentro do V01 em Pernambuco a perda chega a 43%.
Parte disso é normal (pessoa que desiste, clique acidental), mas um terço é alto e tem um candidato óbvio: o tempo de carregamento da landing no 4G. A página tem vídeo e imagens pesadas, e 100% do tráfego é celular. Vale medir com o celular no 4G, fora do wi-fi, e cronometrar. Cada ponto percentual recuperado aqui é mais barato que qualquer otimização de anúncio.
| Indicador | Até 23/10 às 10h | Até 24/10 às 11h | Variação |
|---|---|---|---|
| Gasto | R$ 36,83 | R$ 76,94 | +108,9% |
| Impressões | 4.871 | 11.406 | +134,2% |
| Alcance | 3.491 | 7.342 | +110,3% |
| CTR | 2,11% | 1,56% | -26,1% |
| CPM | R$ 7,56 | R$ 6,75 | -10,7% |
| Visitas | 31 | 49 | +58,1% |
| Inícios de checkout | 16 | 18 | +12,5% |
| Custo do checkout | R$ 2,30 | R$ 4,27 | +85,7% |
| Vendas | 1 | 1 | 0% |
| ROAS | 1,91x | 0,91x | -52,4% |
O gasto dobrou, a entrega dobrou, e o único indicador de fundo de funil que não se moveu foi o que importa: a venda. Por isso o ROAS saiu de lucro para prejuízo sem que nada de ruim tenha "acontecido" nas métricas de topo, o CPM até melhorou.
Segunda leitura seguida em que o Reels ganha. Ele faz checkout a R$ 2,25 contra R$ 11,41 do Feed e R$ 10,16 dos Stories, e os 14 checkouts dele são 78% do total. O Feed, que trouxe a venda, custa 5 vezes mais por intenção.
O iPhone leva 55% da verba e faz 6 checkouts a R$ 6,99; o Android leva 45%, faz 12 a R$ 2,88 e trouxe a venda. Android é 2,4 vezes mais eficiente e tem menos dinheiro. Desktop e tablet juntos: R$ 0,71 em 3 dias.
| Posicionamento | Gasto | Fatia | CTR | Checkouts | Custo/CKT | Vendas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Instagram Reels | R$ 31,56 | 41,0% | 1,86% | 14 | R$ 2,25 | 0 |
| Instagram Feed | R$ 22,82 | 29,7% | 1,22% | 2 | R$ 11,41 | 1 |
| Instagram Stories | R$ 20,33 | 26,4% | 1,38% | 2 | R$ 10,16 | 0 |
| Facebook (todos) | R$ 1,68 | 2,2% | 0,99% | 0 | n/d | 0 |
| Audience Network, Threads e WhatsApp | R$ 0,68 | 0,9% | n/d | 0 | n/d | 0 |
Instagram é 97% da entrega, como em todas as edições. O Facebook gastou R$ 1,68 em 3 dias e nunca converteu em nenhuma edição desta conta. A última linha é entrega fora do Instagram que os posicionamentos automáticos trazem: valor pequeno, mas o Audience Network registrou CTR de 33%, que é a assinatura de clique acidental em jogo ou app, não de interesse.
Esta conta inverteu a conclusão de idade e de posicionamento três vezes em dez dias, sempre porque a amostra era pequena. Por isso a regra que ficou registrada foi não mexer em idade, gênero nem posicionamento. Com 3 dias e 18 eventos, uma única leitura se manteve de uma edição para a outra, e é a que vale discutir.
É o que as mulheres de 25 a 34 anos consumiram em 3 dias, 22% de toda a verba, com zero início de checkout. Na leitura de ontem eram R$ 7,24 e zero. Com mais que o dobro de dinheiro, continua zero. É a segunda edição seguida apontando a mesma direção.
| Público | Gasto | Fatia | CTR | Visitas | Checkouts | Custo/CKT | Vendas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Homens 25 a 34 | R$ 36,04 | 46,8% | 1,44% | 19 | 12 | R$ 3,00 | 0 |
| Mulheres 18 a 24 | R$ 6,88 | 8,9% | 2,41% | 8 | 2 | R$ 3,44 | 0 |
| Homens 18 a 24 | R$ 16,85 | 21,9% | 1,43% | 12 | 4 | R$ 4,21 | 1 |
| Mulheres 25 a 34 | R$ 16,97 | 22,1% | 1,43% | 9 | 0 | n/d | 0 |
Homens de 25 a 34 são o melhor custo e o maior volume. A última barra é zero porque não houve nenhum checkout, não porque foi barato.
As barras de verba e de checkout andam juntas nos três primeiros grupos. No quarto, mulheres de 25 a 34, a verba existe e a entrega não.
Já idade, gênero e posicionamento inverteram de leitura em leitura. Para esses três, a regra segue valendo: não mexer com menos de 50 eventos.
Isto não é projeção de performance, é o extrato. O cartão de crédito foi removido da conta em 14/10 e desde então ela funciona por depósito de PIX, com o Meta cobrando o gasto do dia anterior toda manhã. O depósito atual está acabando, e a conta já parou uma vez por isso neste mês.
A R$ 45 por dia de orçamento, é entre 0,9 e 1,2 dia de entrega. Sem um depósito novo, a campanha para sozinha entre amanhã e depois. A faixa existe porque uma das cobranças de 22/10 pode ter coberto dívida do dia 21, e isso não aparece separado na API.
| Quando | O que foi | Valor | Saldo depois |
|---|---|---|---|
| 14/10 · 16h47 | Cobrança da dívida antiga | R$ 400,29 | n/d |
| 14/10 · 16h49 | Depósito por PIX | R$ 150,00 | R$ 150,00 |
| 14/10 · 17h22 | Cartão de crédito removido da conta | n/d | R$ 150,00 |
| 16 a 20/10 | 5 cobranças diárias | R$ 131,78 | R$ 18,22 |
| 20/10 · 20h25 | Conta sem saldo: status vira "Pagamento necessário" | n/d | R$ 18,22 |
| 21/10 | Dia inteiro sem entregar nada | R$ 0,00 | R$ 18,22 |
| 21/10 · 21h24 | Cobrança do gasto pendente | R$ 31,61 | n/d |
| 21/10 · 21h25 | Depósito por PIX e conta reativada | R$ 130,00 | R$ 130,00 |
| 22/10 · 10h42 | Cobrança | R$ 1,42 | R$ 128,58 |
| 23/10 · 06h19 | Cobrança do dia 22 | R$ 27,25 | R$ 101,33 |
| 24/10 · 06h20 | Cobrança do dia 23 | R$ 38,03 | R$ 63,30 |
| 25/10 de manhã | Cobrança do dia 24 (já gasto, ainda não cobrado) | R$ 10,24 | R$ 53,06 |
| Livre hoje | Descontando a dívida possível do dia 21 | n/d | R$ 40 a 53 |
Horários convertidos para o fuso de Brasília. A cobrança de cada manhã bate com o gasto do dia anterior: R$ 38,03 cobrados em 24/10 contra R$ 38,02 gastos em 23/10. É esse encaixe que permite afirmar como o saldo está sendo consumido, mesmo sem a API expor o saldo pré-pago diretamente.
A edição de ontem afirmou que a conta estava saudável e sem risco de pagamento nesta rodada. Isso estava incompleto. O que eu olhei foi o status da conta (ativa), o teto de gasto (zero) e o saldo em aberto (R$ 8,16), e todos os três estavam realmente bem. O que eu não olhei foi o tamanho do depósito e o ritmo de consumo dele, que é o que determina quando uma conta por PIX para.
O status "ativa" não antecipa nada: em 20/10 a conta estava ativa às 20h24 e sem saldo às 20h25. O indicador certo para uma conta por PIX é quantos dias de orçamento o depósito ainda cobre, e esse passa a entrar em toda edição daqui para frente.
Uma parada por saldo não é só o gasto que deixa de acontecer. Ela tem três custos escondidos:
A recomendação operacional: depositar sempre o equivalente a 10 dias de orçamento de uma vez e conferir o saldo toda segunda. A R$ 45 por dia são R$ 450. Depósitos pequenos e frequentes custam exatamente o mesmo em dinheiro e custam aprendizagem.
Nenhum motivo de desativação, nenhum anúncio reprovado, nenhum teto de gasto limitando a entrega. O único problema de conta é o saldo, e ele se resolve com um PIX.
Duas delas têm prazo de hoje. As outras cinco são a diferença entre uma campanha que testa alguma coisa e uma que só gasta. Cada passo diz o que fazer, por que, e quanto custa não fazer.
Restam entre R$ 40 e R$ 53 de crédito, menos de 1,2 dia a R$ 45 por dia. Sem depósito a campanha para sozinha entre amanhã e depois, no meio de uma aprendizagem que já foi reiniciada uma vez. Sugestão: R$ 450, que são 10 dias de orçamento, para parar de administrar isso toda semana.
É o criativo mais barato da campanha (R$ 2,50 por checkout contra R$ 4,26 do V01), tem o melhor CTR (2,76%), a melhor retenção (31,4%) e o menor desperdício entre clique e página. Foi pausado em 23/10 às 18h09 e a praça que converte ficou só com o criativo mais caro. É uma chamada de API, reativar não perde histórico.
Hoje a campanha não é nenhum dos dois, porque cada praça roda um criativo diferente. As duas saídas são válidas e excludentes:
Se for teste de praça: os dois conjuntos precisam dos mesmos criativos. Reativar o V02 em PE e aceitar que o V01 no Sul é dinheiro gasto para manter a comparação limpa, ou tirar o V01 das duas praças e rodar só o V02 nas duas.
Se for teste de criativo: a resposta já está dada por dois dados independentes, o custo do checkout e a retenção de vídeo. V01 funciona em Pernambuco e não funciona fora; V02 funciona nas duas. Então: V01 só em PE, V02 em todo lugar, e o teste de praça fica para depois de corrigir o vídeo.
Minha recomendação é a segunda, porque a primeira exige uma verba que a campanha não tem (ver passo 07).
3 dias, R$ 5,89 gastos, 2 cliques no link. Paraíba fez 1 clique em 595 impressões. Num conjunto único o Meta nunca vai testá-las de verdade, porque o evento aparece em Pernambuco. Nenhuma das duas tem concurso com TAF no radar de editais. Cortar devolve 12% da verba do conjunto para a praça que converte.
Atenção ao timing: isso é uma edição significativa e reinicia a aprendizagem. Se for fazer, fazer junto com o passo 05 na mesma janela, para pagar um reinício só em vez de dois.
Os conjuntos estão configurados para otimizar por Compra. Em 3 dias a campanha produziu 1 compra, e o Meta pede 50 eventos em 7 dias para sair da aprendizagem. Na prática o algoritmo está otimizando às cegas, e é por isso que ele caminhou para entrega barata e CTR em queda.
O evento que tem volume é o início de checkout: 18 em 3 dias, ritmo de 42 por semana, quase o patamar que o Meta pede. A conta chegaria perto de estabilizar. O preço é que o Meta passa a buscar quem clica em comprar, não quem paga, e as duas coisas não são idênticas. É uma troca consciente de precisão por estabilidade, e com esta verba a estabilidade vale mais.
O V01 é o vídeo que trouxe a única venda da conta e é o que tem a maior taxa de fechamento. Também é o que perde 61% da audiência fora de Pernambuco, contra 46% do V02, porque anuncia o concurso de outro estado, falado e com o texto queimado na tela. A legenda já foi corrigida em 22/10, mas trocar a legenda não troca o vídeo.
Cortar esse trecho transforma o melhor criativo de fundo de funil da conta num criativo nacional. É edição, não gravação.
O aumento de R$ 15 para R$ 30 no dia 22 reiniciou a aprendizagem e a campanha ainda está pagando por ele. Outro aumento agora reinicia de novo. Mas vale ter o número à mão, porque ele explica tudo o que está acontecendo:
O recado para o Allysson é esse: R$ 45 por dia não é pouco para vender, é pouco para aprender. O público do Conjunto 02 tem 34 a 40 milhões de pessoas e em 3 dias a campanha falou com 2.138 delas, 6 em cada 100 mil. O algoritmo não tem como achar o comprador nesse volume de amostra, e cada reinício de aprendizagem joga fora o pouco que ele juntou.
O mesmo vídeo é assistido até o fim 2,5 vezes mais dentro de Pernambuco do que fora. É a prova mais sólida que esta campanha produziu, porque tem 1.417 pessoas de amostra em vez de 18. Ela diz que o problema nunca foi a praça, foi um vídeo que fala do concurso de outro estado. Corrigir 3 segundos de edição vale mais que qualquer ajuste de público.